
Poema #35: BREVE E LONGÍNQUO
“… você marcou a minha vida, viveu, morreu na minha história, chego a ter medo do futuro e da
solidão que em minha porta bate… eu corro e fujo destas sombras, em sonhos vejo este passado, e
na parede do meu quarto, ainda está o seu retrato, não quero ver pra não lembrar, pensei até em
me mudar… lugar qualquer que não exista o pensamento em você”.
Edson Trindade/Tim Maia
Breve, como breve é a luz da lua cheia
Durante o eclipse solar da vida humana.
Breve, como breve é a sombra da noite
Durante o sono da vida como um lençol.
Breve, como breve é o sonho do amor
Durante o intervalo das ilusões perdidas.
Breve, como breve é a existência do corpo
Durante o trajeto sobre o planeta terra.
Breve, como breve é a presença do espírito
Durante o convívio quando se pensa em anjos.
Longínquo, como longínqua é a essência dos seres
Durante o percurso no trafegar das ruas atribuladas.
Longínquo, como longínquo é tudo o que se vê
Durante o passeio da câmara em panorâmica no alto.
Longínquo, como longínqua é a felicidade íntima
Durante a procura pelo convívio ideal a mais de um.
Longínquo, como longínqua é a música do Yes
Durante o embalo da paixão não correspondida.
Longínquo, como longínqua é a ideia de um Deus
Durante o desespero batendo nas grades da prisão.
O Jardim Simultâneo













